<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-30371094</atom:id><lastBuildDate>Tue, 13 Oct 2009 01:24:47 +0000</lastBuildDate><title>Contra-senso</title><description>Segundo o Houaiss: 
contra-senso: ato ou dito contrário à boa lógica, à razão; disparate.</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (André Tavares)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-626684175980894804</guid><pubDate>Sat, 05 May 2007 01:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-04T22:29:37.968-03:00</atom:updated><title>Vou abandonar este blog, e vos direi por quê</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou tocando esse blog há algum tempo. Gostei de fazer isso. Ainda gosto. Mas tem uma coisa que me fez pensar no problema de continuar blogando aqui no Blogger. Postei a mensagem abaixo no novo hospedeiro, o Wordpress, e espero que quem lê... [echo]... entenda:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-style: italic;" class="snap_preview"&gt;&lt;p&gt;"Eu não sou exatamente novo novato na blogosfera. Mas não sou um veterano, também. Comecei ano passado, acho, via blogger. E achei o máximo. Conheci muita gente que, de outra forma, provavelmente, não conheceria. Achei muito bom quando o Google adquiriu o serviço, e acessá-lo com minha conta Gmail acrescentou enorme facilidade no uso e gerenciamento.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas em minha ignorância, não sabia do problema da caráter “closed” do Blogger. E desde que comecei a usar GNU/Linux, passei a prestar um pouco mais de atenção no que significa alguma coisa ser “open”. E foi num &lt;a href="http://www.psl-ce.softwarelivre.org/flisol/index.php/P%C3%A1gina_principal" title="FLISOL" target="_blank"&gt;FLISOL&lt;/a&gt;, no &lt;a href="http://mg.ubuntu-br.org/" title="UBUNTU - MG"&gt;UBUNTU, Uai!&lt;/a&gt; (encontro mineiro de usuários de Ubuntu Linux), na palestra do &lt;a href="http://dudanogueira.com.br/" title="Duda Nogueira"&gt;Duda Nogueira&lt;/a&gt;, que fiquei sabendo que o Wordpress é a (ou uma) alternativa livre entre os “serviços” de blog.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ora, se eu esbravejava, meio pueril, em meu blog, sobre as virtudes e necessidades de se abraçar a filosofia Open Source, não me pareceu correto permanecer alheio a essa contradição. O Wordpress, nas palavras do próprio Duda, presta o serviço, é todo em PHP e tem seu código aberto. Ou seja, tanto o serviço Worpress quanto o programa wordpress são abertos - livres.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não posso abandonar o &lt;a href="http://blogcontrasenso.blogspot.com/" title="Blog Contra-senso" target="_blank"&gt;blogcontrasenso.blogspot.com&lt;/a&gt;… ao menos não ainda, porque é o nol mais forte que tenho numa rede de relações. E pode ser a melhor forma de divulgar os motivos que me fizeram recomeçar as coisas por aqui…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Então: olá, mundo livre! [echo…]"&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, então, não abandonarei por completo a coisa por aqui... até porque, preciso de uma conta blogger pra participar de outros projetos. Mas fica secundário, acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você, amigo blogger, ou vc que pensa em ser blogueiro, considere a alternativa Wordpress, ou outra qualquer que seja livre - ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aberta&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos posts nesse blog falando sobre software livre, e a filosofia livre (alguns chamarão ideologia). Leia, se puder e quiser; saiba que isso não é uma questão de opção do que vc vai usar no seu computador, mas de um padrão de discernimento que precisaremos adotar em cada vez mais questões em nossas vidas, na medida em que os  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chips, softwares, hardware&lt;/span&gt; e as respectivas indústrias que os fabricam, começam a invadir e imergir-se em tudo e todos e qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!, claro: o novo endereço: &lt;a href="http://contrasenso.wordpress.com/"&gt;www.contrasenso.wordpress.com&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-626684175980894804?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2007/05/vou-abandonar-este-blog-e-vos-direi-por.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-1004071765159578280</guid><pubDate>Sun, 08 Apr 2007 15:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-13T03:58:34.504-02:00</atom:updated><title>NPP - Edição de Abril</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://prolabribrasil.blogspot.com/2007/04/npp-edio-de-abril.html"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_NMQUdnkvmlY/RhkP2ZJx2tI/AAAAAAAAAC0/oMe_Ejb3Hbk/s400/metropolis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051085884211976914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://prolabribrasil.blogspot.com/2007/04/npp-edio-de-abril.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;Clique na imagem, que eu estou com preguiça... ;p&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-1004071765159578280?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2007/04/npp-edio-de-abril.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NMQUdnkvmlY/RhkP2ZJx2tI/AAAAAAAAAC0/oMe_Ejb3Hbk/s72-c/metropolis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-8188551466241158526</guid><pubDate>Sun, 08 Apr 2007 04:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-13T03:58:34.807-02:00</atom:updated><title>Estética da empulhação II</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Noutro &lt;a href="http://blogcontrasenso.blogspot.com/2007/03/esttica-da-empulhao.html"&gt;post com o mesmo título&lt;/a&gt; eu havia citado uma entrevista de um diretor de desenvolvimento da Micro$oft® no Brasil à rádio CBN que acabou provocando uma saia justa e constrangimento pro sujeito no instante em que ele próprio, o Dimenstein e a torcida do Flamengo percebiam que o Vista® era um blefe (leia o post, não faz vou repetí-lo aqui, né?). Não passava de maquiagem, silicone e salto alto pra enganar trouxa. Nesse &lt;a href="http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/12/ruim-das-vita-reeditado-e-corrigido.html"&gt;outro post&lt;/a&gt; eu também dizia isso - não que eu saiba muito, é só ficar atento a bons blogs e páginas sobre software livre na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu sou um pirralho e um "sempista" (do inglês &lt;span style="font-style: italic;"&gt;clueless&lt;/span&gt; - ou ignorante, desavisado, trouxa, jacú... essas coisas. Aprendi isso com o &lt;a href="http://www.dieblinkenlights.com/artigos/sempistas/html"&gt;Ricardo Bánffy&lt;/a&gt;). Então, agora, eu chamo como testemunha alguém muito mais habilitado que eu. No blog do &lt;a href="http://andrenoel.com.br/"&gt;André Noel&lt;/a&gt;, encontro um &lt;a href="http://andrenoel.com.br/index.php/2007/03/21/do-xp-ao-vista-de-gratis-fazendo-um-download-de-30mb/"&gt;post avisando&lt;/a&gt; (ou denunciando, sei lá...) que há um programa na internet, com o tamanho de meros 30 MB, que instala em seu Windows XP® todos os geri-geris, firulas e pastéis-de-vento que prometem ser a tal experiência total em termos de ambiente gráfico prometidos pela Micro$oft no Vista®.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo, meu caro: o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vista Transformation Pack 6 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;(pomposo o nome, não?) transforma, a grosso modo, seu Windows® XP num Vista®. E pode ser baixado &lt;a href="http://baixaki.ig.com.br/download/Vista-Transformation-Pack.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Como disse o André Noel: onde mesmo está a tal inovação prometida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer um conselho? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vai, rapaz, ser &lt;a href="http://ubuntu-br.org/"&gt;Ubuntu&lt;/a&gt; na vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Ah!, e ser Ubuntu na vida não é tão difícil. Até essa anta que vos fala conseguiu (hehehehe):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_NMQUdnkvmlY/Rhh3rJJx2qI/AAAAAAAAACY/lRJ7U3Rt5jU/s1600-h/ubuntu.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_NMQUdnkvmlY/Rhh3rJJx2qI/AAAAAAAAACY/lRJ7U3Rt5jU/s400/ubuntu.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050918565171026594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;Ubuntu 6.10, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Edgy Eft&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;As janelinhas são do XMMS, um player muito bacana (como Winamp, acho),&lt;br /&gt;e a barrinha estilosa (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apple® like&lt;/span&gt;) é do Gdesklets... O tema é uma das telas bacanas que vêem no Ubuntu. Legal, não?&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-8188551466241158526?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2007/04/esttica-da-empulhao-ii.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NMQUdnkvmlY/Rhh3rJJx2qI/AAAAAAAAACY/lRJ7U3Rt5jU/s72-c/ubuntu.png' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-4034160099047904772</guid><pubDate>Tue, 27 Mar 2007 01:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-13T03:58:34.980-02:00</atom:updated><title>Não, eu não estou precisando de um abraço</title><description>Eu nunca me meti em polêmicas. Tudo bem, em algumas. Mas tão insignificates, ou estando eu tão distante de seu epicentro, que minhas contribuições não ajudaram a fazer tremer as estruturas nem mais um ínfimo milímetro. Nem mesmo aqui, no universo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blogger&lt;/span&gt;, onde minha estrela é a menor, cheguei a me meter em disputas. É verdade que houve o caso d'&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Fraldinhas&lt;/span&gt;, mas a insignificância dos debatedores prontamente ofuscou a coisa toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus leitores, se há algum - desconfio que as visitas no contador sejam de servidores varrendo a rede (veja esses &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dots&lt;/span&gt; suspeitíssimos na Indonésia, Irã e EUA...) -, parecem não ver nos textos qualquer ponto digno de nota ou disputa. Tudo bem que, vez ou outra, alguma coisa aparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_NMQUdnkvmlY/Rgh-_l9plxI/AAAAAAAAABA/6oUXlvdl2gk/s1600-h/cluster.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_NMQUdnkvmlY/Rgh-_l9plxI/AAAAAAAAABA/6oUXlvdl2gk/s400/cluster.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5046423013456189202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gostaria, tão somente, de perguntar ao caros leitores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;os temas dos posts desse blog são "fechados" e dispensam comentário&lt;/li&gt;&lt;li&gt;esse blog tem temas que não merecem comentários&lt;/li&gt;&lt;li&gt;esse sujeito não sabe sobre o que quer falar&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;ninguém lê esse blog&lt;/li&gt;&lt;li&gt;meudeus! como esse cara é chato...&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Digaí. Abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-4034160099047904772?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2007/03/no-eu-no-estou-precisando-de-um-abrao.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NMQUdnkvmlY/Rgh-_l9plxI/AAAAAAAAABA/6oUXlvdl2gk/s72-c/cluster.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-202671967865694103</guid><pubDate>Fri, 23 Mar 2007 01:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-08T19:04:02.586-03:00</atom:updated><title>Não é um conto</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Andavam sobre dois pés. Levemente curvados, e sempre carregando alguma coisa. Às vezes encontravam outras coisas mais ou menos interessante no caminho - isso na verdade não importava: tudo era monótono, mas momentameamente novidade quando catado... até que percebida a igualdade e inutilidade. Mas o monótono cumpre a função de regularidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar sobre dois pés não era novidade - na verdade não conheciam ninguém que não o fizesse assim. Mas gostavam de se lembrar que podiam fazer isso: qualquer coisa que marcasse alguma semelhança com os demais. Às vezes sonhavam em caminhar como os cães, e rolar na grama serenada. Mas já não havia grama, e sereno era algo muito perigoso: as convulsões não chegavam a matar, mas deixavam muita dor quando passavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor era por causa dos pés? Se andassem como os cães seriam mais felizes? Mas tentar, outra vez, ser como os outros era uma completa impossibilidade - demorado e terrível demais. E se deixassem de levar coisas? Nem pensar: aí precisariam de casas, e ter casas era dar motivos para precisar andar fugido, e, agora, ao menos, andavam porque queriam. E a casa são as coisas que se carrega. Não há nada para carregar - mas andar sem nada causa mais dor do que aquela dos pés. O melhor é aguentar, e mordiscar os pés como os cães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cinco pedras nos bolsos seriam o suficiente pra espantar os malvados. Mas atirá-las era correr o risco de não poder lançar os fundamentos das casas quando isso fosse possível. E, imagine!, ter grama e orvalho e não poder constriuir casa! Que se agüente os malvados, como a dor nos pés. E as pedras não são como as coisas... não são monótonas, mas são sempre as mesmas; como parte que vale como todo: perdê-las era voltar a ser como os cães. Mas não era exatamente isso o que às vezes queriam?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-202671967865694103?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2007/03/no-um-conto.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-8973022534559001108</guid><pubDate>Wed, 21 Mar 2007 18:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-21T15:35:14.337-03:00</atom:updated><title>Em boa hora</title><description>Tem hora que a gente se desespera, acha que não vai haver jeito. Mas aí aparecem coisas que salvam o dia. Hoje foi essa grata surpresa: o &lt;a href="http://bispodejesuschlog.blogspot.com/"&gt;chlog do Nilson Bispodejesus&lt;/a&gt; [nota: charge + blog = chlog]. O Nilson é um amigo e um artista de mão cheia - e se revela um chargista agudo. Bom, não vou ficar aqui fazendo elogios e descrições: toca pra lá, rapaz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-8973022534559001108?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2007/03/em-boa-hora.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-5471269775375067866</guid><pubDate>Wed, 21 Mar 2007 14:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-08T18:47:55.805-03:00</atom:updated><title>A caverna é aqui</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O II Encontro Nacional da &lt;a href="http://cosmovisao.org/"&gt;Rede Brasileira de Cosmovisão Cristã e Transformação Integral&lt;/a&gt;, em julho de 2006,  foi particularmente prolífico. Tivemos conferências extremamente interessantes, como a ministrada por Andrew Fellows (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;elder&lt;/span&gt; de &lt;a href="http://labri.org/england/home.html"&gt;L'Abri Inglaterra&lt;/a&gt;) sobre fantasia e imaginação na atualidade como manifestação presente dos esquemas de pensamento idólatras e icônicas. O ídolo pretende encerrar a realidade última e causa primeira da realidade em sí mesmo, mesmo sendo criação - ou seja, usurpa o lugar do Criador -, e produz fantasia, que é o deslocamento e distanciamento da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, o ícone, justamente por saber que sequer pode conter a realidade última e causa primeira, faz somente remeter ao Criador, presentifica a idéia por um símbolo, apontando para além ao invés de tentar capturar a mente de quem olha. A atividade mental que gera é a imaginação, uma disposição de pensar para além dos estados atuais, mas enraizado na própria realidade, coerente e disposta a lidar com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância desse esquema é fornecer categorias importantes para o julgamento da coerência da mensagem cristã contemporânea. Um cristianismo incapaz de lidar com a realidade só pode gerar alternativas escapistas por meio de fantasias que produzem representações não meramente equivocadas, mas enganosas, mentirosas e malígnas sobre a condição humana. Só pode oferecer um estado de entorpecimento e semi-consciência para os que ainda estão "encarnados" até que se livrem do clausura do corpo e ascendam à realidade superior da vida nos céus celestiais; e se antes, ao menos, o que se propunha era uma resistência ascética a qualquer prazer irracional mundano (vide A festa de Babette), que toma a vida terrena como ante-sala da eternidade e repleta de pegadinhas e armadilhas desclassificadoras, hoje apregoa-se o contrário ao melhor estilo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comamos e bebamos, pois amanhã seremos perdoados&lt;/span&gt;. Essa religião faz somente produzir ídolos, é caidamente dos homens, pois este em seus estado natural é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fabrica idolorum&lt;/span&gt; - fábrica de ídolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é o que Darrow Miller, schaefferianamente, chamou de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gnosticismo evangélico&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariamente posiciona-se a imaginação. Numa mente restaurada pela revelação, ciente da veracidade da tríade criação-queda-redenção, encontra-se o conhecimento da natureza e propósitos iniciais da criação, da realidade da queda, a capacidade de avaliar seus efeitos e distorções, e esperança e graça para restaurar todas as coisas para um D'us que a tudo criou e que, em seu Filho, a tudo consigo reconciliará. É, também, capaz de avaliar e projetar, presentificar ao invés de ausentar por fuga. A imaginação celebra a criação por causa do Criador, fixa os pés na realidade por saber que é em propósito boa. Sobretudo: sabe que queda e criação não são equivalentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que isso exige discípulos despertos, ativos, construtores e envolvidos em todas as esferas da vida - porque todas devem ser rendidas à Soberania de D'us. No nosso caso, brasileiro, exige a desconstrução de boa parte de nosso evangelicalismo. Exige que a "fina camada escura que cobre a realidade", as ideologias, como diria Marx, seja levantada revelando toda a tristesa, deformação, queda e pecado, mas ao mesmo tempo revelando a beleza divina do Evangelho que é Verdade Total (referência o excepcional livro de Nancy Pearcey) de e para toda a realidade (não somente um conjunto de verdades religiosas, como disse Schaeffer) capaz de transformar e santificar - e essa beleza só se manifesta na medida em que transforma, na medida em que toca o terror de nossa situação, se revela ao operar, ao fazer, e não na mera conteplação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso quer dizer que a Vontade Divina é a redenção de todas as coisas. Logo o Evangelho é remédio para todos os males, potente o suficiente para curá-los todos. O engraçado é que isso, ao invés de trazer esperança e alegria, em muitos provocou e provoca revolta. No que Olavo de Carvalho e outros chamam de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;típica atitude pessimista, depressiva e ressentida dos brasileiros&lt;/span&gt;, levantou-se a acusação de que esse tipo de pregação pretende dizer que um certo grupo, de posse dessa "narrativa", detém conhecimento e poderes para resolver e consertar o mundo. Cunhou-se até termo jocoso: Genebra intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, pra certas gentes tupiniquins (e não são poucas), a verdadeira posição dos filhos de D'us é o lugar da derrota, resignação e apatia. A Igreja de um Evangelho poderoso assim é escandalo para esses ouvidos. É uma espécie de Império, de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bushismo&lt;/span&gt; ou chauvinismo religioso e intelectual. A antítese em relação à mente mundana é fundamentalismo, portanto, mas a síntese simbionte com o século é piedosa e própria da atitude cristã... patético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, nessas horas, eu não sei bem o que fazer. Talvez, se não me restassem esperanças, fizesse eu como Stefan Zweig, que após escrever que o Brasil era o país do futuro meteu uma bala na cachola. Com cristãos assim, quem precisa de perseguidores? E o que é mais triste: saber o que vai acontecer com quem enterra os talentos, esconte as lâmpadas e enganam os pequeninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra do que aconteceu com o camarada que fugiu da caverna quando voltou pra falar com os companhiros na fábula de Platão?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-5471269775375067866?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2007/03/caverna-aqui.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-6606832908248971763</guid><pubDate>Wed, 21 Mar 2007 01:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-20T23:15:13.077-03:00</atom:updated><title>Estética da empulhação</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O diretor de desenvolvimento da Micro$oft® Brasil foi entrevistado pela rádio CBN por ocasião do lançamento do Windows Vista®. Era um entrevista de estúdio. O âncora, não me lembro se era o Dimenstein, soltou de cara: quais são as novidades no Vista®? E a resposta veio rápida e seca: temos uma nova interface gráfica... [silêncio]. Segunda tentativa: sim, mas quais são as novidades, as novas ferramentas? (...)bom, as novidades são tantas que só experimentando é que o usuário saberá. [silêncio constrangedor, fim da estrevista].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso aconteceu, e posso ter me esquecido de algum detalhe (como dizia o Glauber, a memória é uma ilha de edição).  Ok, eu não vou falar sobre software livre, ou GNU/Linux, ou descer o cacete no Windows® ou na Micro$oft®. Já não preciso fazer isso. O fato é simplesmente ilustrativo - e se aconteceu com um executivo da empresa do Bill, que farei eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é isso, em maior ou menor grau, o que acontece em nossos dias. Num sistema social em que todas as disputas importantes são decididas por uma tecnocracia pretensamente isenta, em processos cada vez mais ocultados dos cidadãos, não há que se saber como as coisas funcionam, quem controla as catracas e onde os esqueletos são guardados: o que todo mundo quer saber é se o resultado é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bonitinho&lt;/span&gt;. Leia-se politicamente correto. E uma ocupação cada vez mais requisitada por aí é o maquiador de resutados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa funciona mais ou menos assim: toma-se um tema que já está presente e altamente considerado pelas pessoas - como uma política social de inclusão. Apresenta-se o diagnóstico, problemas e desafios, segue-se a esposição do projeto, metodologia, metas, benefícios. Posteriormente, editam-se gráficos, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;books&lt;/span&gt;, filmes e vídeos belos e empolgantes de como a comunidade ou segmentos foram transformados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correto em todos os pontos: motivação, projeto, método, execução e resultados. Tudo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bonitinho&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ninguém, obviamente, sabe como as coisas funcionam. Quem alimenta o esquema, quem o orienta, o corpo de executores, a propriedade e pertinência... e questinar qualquer desses pontos é imoral, deplorável e criminoso. Como se o motivo a tudo justificasse e redimisse quaisquer erro ou descaminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que o leitor já reconhece o esquema em sua expressão real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no caso dos sistemas operacionais computacionais, desinformação associada com um julgamento por critérios estéticos, de gosto - subjetivos, pessoais e "intraduzíveis" - resultam em vulnerabilidade, poderes ocultos, desrespeito, medo, cerceamento de liberdades e ineficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber como as coisas funcionam significa conhecer as entranhas, as sujeiras, viscosidades, odores e coisas dessa espécie; significa expor. Da mesma forma que ninguém em sã consciência prefere cobrir um ferimento com bandagens, cremes e maquiagens para recompor o aspecto sadio ao invés de tratamento médico com seus bisturis, iodo, agulhas tesouras e pontos, a atitude de relegar o que importa a não se sabe quem e apenas requerer as amenidades decorativas é um descaminho, imbecilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bombas que nada! Para destruir o mundo basta transformar tudo em entretenimento: apaziguam a alma e desligam a mente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-6606832908248971763?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2007/03/esttica-da-empulhao.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-1649819059245043201</guid><pubDate>Mon, 19 Mar 2007 18:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-13T03:58:35.124-02:00</atom:updated><title>Porque às vezes dá vontade de escrever...</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Muitos escritores já falaram sobre a angústia de encarar a página em branco. Na verdade, quase todos falam alguma coisa assim quando indagados sobre o processo criativo, como o trabalho flui ou aparece. Alguns falam de dias de sofrimento até que aquele instante quase religioso, místico, intuitivo, aconteça e se sigam horas ou dias de escrita frenética, uma espécie de psicografia, como diria Lobão (desde Jung e a "consciência coletiva", a imagem de um autor que media um fluxo de idéias de algum &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;3&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o&lt;/span&gt; mundo meta-autoral e o papel parece ser fundamental para a idéia ou mito da atividade criativa).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu não sou um escritor. Escrevo mal: sequer domino a língua o suficiente. Mas o domínio da língua somente não basta; não tenho idéias, no máximo as conjugo num mosaico míope, desfocado... sou impressionável e impulsivo - jogo tintas de cores novas sobre a tela esperando harmonia e complexidade crescente. O problema é que tintas de bases diferentes arruínam o quadro (um amigo pintor me disse que materiais diferentes oxidam em tempos diferentes, e se uma cor oxida primeiro, destrói o quadro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Espere, estou misturando coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A questão é que sofro da angústia sobre o papel em branco - ou da tela (do computador) em branco, sendo que o problema real é a "mente em branco". O que me diferencia dos escritores é que não cumpro a segunda fase, não sei o que é experimentar o tal fluxo. E pago o preço por acreditar nisso que eu mesmo, acima, reconheci como sendo um mito do ato de criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A primeira vez que lí Dostoiévski completo (ou seja, não era uma versão de bolso de Crime e Castigo, que me caiu nas mãos lá pelos 12 ou 13 anos) foi numa edição da José Olympio de O Idiota. A nota introdutória descrevia como o romance fora composto: o gigante russo fizera oito (sim, oito) versões do romance - e cada uma delas poderia ser um romance diferente... e em carta a um sobrinha, dissera que, ainda assim, "não havia chegado à forma final pretendida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vejamos: 8 X 500... bom, pelo menos 4.000 páginas de trabalho. Provavelmente pouco tempo sobrava para "angústias ante a brancura do papel", e uma insatisfação pungente demais para que se possa falar de "mediação do fluxo", ou psicografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Apesar de ser notória a existência nomes que escreveram cedo, e antes de passada a juventude completaram suas obras (nada produzindo mais tarde ou morrendo antes disso), os nomes que figuram mais alto parecem ser daqueles operários da escrita (como diria Tom Zé). No final, os gênios se confundem com os obstinados. E gente como eu, pouco afeita à insistência, teimosia e necessidade neurótica de alcançar perfeições, prefere se agarrar à fantasia da "mão escrava" (como a de Chico Xavier), ou ao fatalismo de crer não estar elencado entre os bem aventurados visitados pelas Musas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                         &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_NMQUdnkvmlY/Rf7lMQjSjPI/AAAAAAAAAAM/G7DdxtYjUEU/s1600-h/images"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_NMQUdnkvmlY/Rf7lMQjSjPI/AAAAAAAAAAM/G7DdxtYjUEU/s320/images" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5043720631465708786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas se minha Bíblia está certa, ela diz que D'us criou com trabalho, que seu Filho aprendou&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; pelo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; que passou e colhe frutos de seu penoso trabalho. E se o Filho é Palavra, também é, d'algum modo, trabalho. A falta de idéias parece ser o problema sempre presente onde há pouco labor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Então, quando der vontade de escrever, ou quando faltar idéias, só há uma coisa a fazer: trabalhar, trabalhar, trabalhar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-1649819059245043201?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2007/03/porque-s-vezes-d-vontade-de-escrever.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NMQUdnkvmlY/Rf7lMQjSjPI/AAAAAAAAAAM/G7DdxtYjUEU/s72-c/images' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-7249915737251389625</guid><pubDate>Mon, 05 Feb 2007 22:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-02-05T20:13:31.985-02:00</atom:updated><title>Pausa para um café...</title><description>Caros amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       eu sei que tenho poucos leitores. Mas pr'aqueles que porventura ainda existem enquanto tal (e o contador acusa alguma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;phantasmagoria&lt;/span&gt;), o blog está parado mesmo. Não morto. O André está com problemas diversos, alguns em via de se solucionar, outros não. Mas não se assustem: problemas são bons... D'us não disse que daria guerras a Israel para que não se esquecesse de como lutar? Pois é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Estou tentando voltar a escrever. Assim que der, eu posto. Enquanto isso, visitem os blogs amigos e sites indicados, ou leiam os livros que estou lendo (ou tentando), ou baixe o &lt;a href="http://nicotine.thegraveyard.org/"&gt;Nicotine&lt;/a&gt; (se vc ainda usa Rwindow$, o programa é &lt;a href="http://www.slsknet.org/"&gt;Soulseek&lt;/a&gt;...) e ouça o que estou ouvindo. Não que eu tenha bom gosto... é só uma dica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Sobretudo, se vc é programandor, peloamordedeus, não migre para Dot.Net, salvem a liberdade usando Java: vai ser Ubuntu na vida, rapaz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       E visitem o &lt;a href="http://gustavonagel.blogspot.com/"&gt;blog do Nagel&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-7249915737251389625?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2007/02/pausa-para-um-caf.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-116924101649778630</guid><pubDate>Fri, 19 Jan 2007 20:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-01-19T22:31:40.936-02:00</atom:updated><title>... cuja altura era de sessenta côvados II</title><description>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Eu uso GNU/Linux Ubuntu. Quem lê esse blog sabe disso; mas pode não saber que eu não sou um &lt;a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;q=define%3Ageek&amp;amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;meta="&gt;geek&lt;/a&gt;, na verdade sei poucas coisas sobre computadores - se levar em conta o montante de coisas sobre computadores que há para se saber. Tudo que sei sobre computadores, sobre software e software livre, é por conta de uma posição moral, ética - é axiomático, é por conta do que creio ser o certo. E não é uma questão de ortodoxia, mas de ortopatia. Vou explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usar software livre é tornar o poder e a confiabilidade dos processos para o usuário, ao componente humano, que, ao contrário do que querem nos fazer crer, é o mais confiável por ser o elemento criativo e realmente inteligente. É retomar o conceito da produção colaborativa e cooperativa, o que está muito distante da noção de inteligência coletiva, massificada e consensual da cultura de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;hive mind&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noção de copyleft é uma perturbação no sistema demoníaco de restrições à difusão de inovações e participação e usufruto dos resultados (não, isso não é coletivização no sentido comunista - mas &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;"free as freedom"&lt;/span&gt; como diz Richard Stallman). Divulgar e colaborar com cultura livre é lutar pela liberdade criativa do homem, assegurada na antropologia bíblica. Qualquer um que se queira coerente com uma visão bíblica de desenvolvimento, acho, percebe o valor de um princípio tal como formulado por iniciativas como copyleft.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, para mim, esse tema evoca princípios, e pede status de ortodoxia e ortopatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não são apenas confessores de credos reformados que pensam assim, tenham certeza. Qualquer programador hoje em dia, sabe que Sistemas Operacionais livres são consideravelmente mais confiáveis, e uma prova disso é o fato de os principais servidores, dataservers e backbones do mundo rodarem alguma variação de SO livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mundo é caído - e os homens também. Depois das conquistas da cultura livre, sobretudo no que tange à web e à transmissão de dados, os poderes estão preparando seu contra-ataque. Uma vez que parecem ter perdido a batalha no campo dos grandes sevidores e máquinas, e, por enquanto, na garantia da liberdade da internet, arquitetam um duro golpe contra nós, usuários comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia é que, da mesma forma que softwares proprietários (copyright) tomam decisões pelo usuário e impedem a interferência deste, agora as novas restrições serão asseguradas pelo hardware. Isso mesmo. Como o software proprietário é bastante ineficiente em garantir facilidade e segurança para o usuário e a integridade dos direitos, muitos usuários estão migrando para alternativas livres. E exige uma resposta da indústria de software. E ela vem na forma de uma conspiração maligna (no sentido de mal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um consórcio formado pelo esforço conjunto entre a indústria fonográfica, cinematográfica, de software e hardware e certos Estados lançou a noção de computador confiável, ou, em sua sigla inglesa &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Trusted Computing.&lt;/span&gt; Bom, isso é, a princípio, interessante. Usar computadores, que cada vez mais participam de processos vitais para a manutenção da sociedade global, de maneira confiável é consenso. O problema começa aqui: confiável para quem? O verdadeiro intento do TC é impedir a livre disseminação de conteúdos - protegendo certos agentes do mercado e certos interesses políticos /ideológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, os processadores, presentes em cada vez mais aparelhos além dos computadores pessoais ou servidores, serão programados para permitir que o usuário rode apenas determinados conteúdos ou programas, obviamente, de acordo com os interesses do consórcio. E, senhores, isso não é teoria da conspiração. Na verdade, já começou: por exemplo, se vc comprar um &lt;a href="http://www.xbox.com/pt-BR/"&gt;video-game&lt;/a&gt; de uma &lt;a href="http://www.microsoft.com/brasil/"&gt;certa gigante do segmento de informática&lt;/a&gt; que recentemente entrou no mercado de consoles, você, consumidor, não pode desinstalar o SO e instalar outro de sua preferência... nesse sentido, o consolo &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;não é seu&lt;/span&gt;. Trocando em miúdos, o que você comprou não foi o video-game, foi o seu uso segundo determinadas condições. Francamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que isso é legal (a quebra das regras do licenciamento constitui-se num crime ou contravenção), é perfeitamente plausível que a indústria de software se una à de hardware pra assegurar que os usuários não farão nada fora do contrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[nota: se você continua achando que isso é teoria da conspiração, já ouviu falar em &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Wintel"&gt;Wintel&lt;/a&gt;? Essa será a primeira manifestação de TC].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a solução? Bom, primeiro, resistência. Como eu já falei em outros posts, use e incentive o uso de software livre em sua casa, trabalho, comunidade, igreja, escola, clube, etc. Procure quem sabe alguma coisa de software livre e que possa introduzí-lo no assunto; pesquise na internet. Se realmente entende o problema, procure uma escola de informática que dê formação em GNU/Linux. Se você acha isso exagerado, pense em alguém que saia por aí dirigindo um carro sem saber como fazê-lo... é quase a mesma coisa com um computador... e as conseqüência do mau uso podem ser piores, pode acreditar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, use seu poder como consumidor. Da mesma forma que muita gente boicota produtos de empresas que usam mão-de-obra escrava ou infantil, ou que causam sérios impactos ambientais, da mesma forma que você procura alimentos livres de trangênicos ou de gorduras trans, procure comprar produtos e serviços licenciados por alguma licença livre, como GLP, Criative Commons ou outra. Quando for compra seu próximo computador ou laptop, prefira processadores AMD ao invés de Intel (você já sabe por quê).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro, converse com seus amigos e divulgue a questão. Esse é um problema que mais cedo ou mais tarde afetará a vida de todos: se a TC acontecer, alguém poderá "desligar" todos os computadores do mundo e de todo mundo. Arbitrariamente. Imagine isso acontecendo agora mesmo, enquanto você lê essas linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, agradeço ao &lt;a href="http://andrenoel.com.br/"&gt;André Noel&lt;/a&gt; pela dica no &lt;a href="http://planeta.ubuntu-br.org/"&gt;Planeta Ubuntu&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa porte desse post está baseado nas informações contidas &lt;a href="http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&amp;edicao=20&amp;amp;id=212"&gt;nesse artigo do Prof. Diego Saraiva&lt;/a&gt;, no &lt;a href="http://www.comciencia.br/comciencia/?"&gt;Com Ciência&lt;/a&gt; (por favor, leia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assita também esse ótimo vídeo:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/K1H7omJW4TI"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/K1H7omJW4TI" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-116924101649778630?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2007/01/cuja-altura-era-de-sessenta-cvados-ii.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-116852708433800151</guid><pubDate>Thu, 11 Jan 2007 14:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-01-11T13:34:09.993-02:00</atom:updated><title>Padecendo sob o Mingüante</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sou sionista. Pra quem não sabe que é isso (ou acha que sabe), sionismo é uma doutrina política nascida na Europa no século XIX que basicamente prega um Estado Judeu na Terra de Israel ou Palestina. Sinionismo, como toda agremiação política e ideológica, não é um monolito; daí temos sionismo de esquerda, de direita, religioso, secular, etc, etc... até mesmo há sionismo cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou a favor da formação de um Estado Palestino, seja nos territórios ocupados, seja como na resolução de 1948 (nem naqueles dias isso fazia sentino, quanto mais hoje...). Mas sou seguidor das palavras do Rabino Joseph Shulam, que diz, sabiamente, que os palestinos, apesar de não terem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;direito à terra&lt;/span&gt;, têm &lt;span style="font-style: italic;"&gt;direitos na terra&lt;/span&gt;. Com isso quero dizer que, resumidamente, o status de território ocupado da Faixa de Gaza, Cisjordânia e Colinas de Golan é um erro. Ou o Estado de Israel anexa os territórios e oferece plena cidadania a todos os que lá residem, ou entrega os territórios para a formação de um Estado Palestino. Essa última opção é um mal menor em relação à ocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, como não poderia deixar de ser, tenho amigos e pessoas próximas que não concordam com minhas opiniões, e são, até, pró palestinos (no sentido de contrários a Israel). Certa vez na Kuyperiana (uma lista de discussão) eu disse que os desavisados esperassem. Esperassem para ver o que os militantes islâmicos fariam com seus patrícios cristõas. Toda a mídia dá noticía sobre "ataques israelenses", "massacres", "crimes" e toda sorte de abusos por parte de Israel. Entretando, nada se falou, nem freqüentou os site de notícias os pogroms de cristãos na Faixa de Gaza por milícias islâmicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como só empatiza quem já sentiu a dor, de forma tímida começa um movimento pró-Israel e pró-ocupação entre cristãos palestinos. Eles sabiam que quando o inimigo externo saísse, eles seriam o novo alvo interno - eles, os infiéis. As incursões do exército israelense eram duras, mas não tanto quanto a vilania da polícia da ANP ou do Hamas. Quem esteve numa prisão palestina e numa israelense sabe do que está falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi uma grata surpresa o achado de um artigo do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Der Spiegel &lt;/span&gt;tratando da situação de risco das minorias cristãs no Oriente Médio (&lt;a href="http://www.spiegel.de/international/spiegel/0,1518,457002,00.html"&gt;leia o artigo em inglês&lt;/a&gt;); mas peca num ponto: sequer cita que há um oasis para comunidades cristãs: Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, porque não há notícias sobre a ocupação do Tibet pela China, ou das Repúblicas Caucasianas pelos russos, dos curdos por turcos, a situação dos ciganos na Romênia, etc, etc, etc... Engraçado isso...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-116852708433800151?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2007/01/padecendo-sob-o-mingante.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-116682275285869337</guid><pubDate>Fri, 22 Dec 2006 21:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-22T19:27:41.450-02:00</atom:updated><title>Natal... III</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/1600/771494/PBF082AD-Christmas_Cards.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/400/482428/PBF082AD-Christmas_Cards.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pbfcomics.com/"&gt;@ PBF Comics&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[clique na imagem para ampliá-la]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-116682275285869337?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/12/natal-iii.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-116655750963889742</guid><pubDate>Tue, 19 Dec 2006 19:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-19T18:25:24.376-02:00</atom:updated><title>Chanuká numa tarde cinza</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Senhores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;essa semana celebramos Chanuká - hoje é o quarto, quase quinto dia dos oito em que dura a festa. Antes de qualquer outra coisa, Jesus subiu a Jerusalém para celebrar Chanuká - é o que João 10:22 nos relata. E se Chanuká era bom o suficiente pra Jesus, é bom pra mim - e para todo Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vão longe os dias em que Judas Macabeu e seus irmãos conduziram uma campanha de guerrilha contra o poderoso exército seleucida do terrível Antioco IV (Epífanes), quanto Israel foi milagrosamente libertada da opressão pagã manifestada por uma modalidade de extermínio bem conhecida do judaísmo: a assimilação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Transformemos os judeus em gregos, ou em qualquer outra coisa - assim os venceremos e os calaremos". Disse algum sábio que quando D'us entregou a Torá do Sinai, quando disse "não roubarás", Israel se tornou inimiga de todos os ladrões do mundo; quando disse "não matarás", tornou-se inimiga dos assassinos"; "não mentiras", dos mentirosos; "não adorarás a outros deuses", dos idólatras; e, sobretudo, quando disse "Eu sou o Senhor, único e um" fez de Israel um cálice para estontear as nações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece ser muitos inimigos para uma nação, um povo só. Exterminar Israel fisicamente não era assim tão difícil - sobretudo quando estava sofrendo os castigos da apostasia. Mas o maior problema era fazer calar as palavras que portava. A única maneira seria fazer os portadores trocarem suas cargas por outras, mais convenientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chanuká, portanto, é uma marca de como Israel sobrevive e tem sobrevivido, pela graça de D'us e por Sua Mão; e dos riscos que corre. Gostaria de convidar meus amigos cristãos, crentes piedosos e seguidores do Messias Judeu, a refletir, nesses dias de Chanuká, sobre a legitimidade da expressão (nativa) judaica da fé em Jesus entre crentes judeus e não-judeus que assim queiram proceder; sobre os quase dois mil anos em que judeus tiveram que desistir de sua identidade e herança para serem aceitos na Comunidade do Cordeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, senhores, não sou um judaizante. Sou um seguidor de Paulo, ou melhor, de Shaliach Sha'ul, aquele judeu zeloso e irredutível, que levou as Boas Novas e "o Caminho" aos gentios sem requerer deles tornarem-se judeus por conversão, e de Pedro e Judas que acordaram com ele, em Jerusalém, o documento mais "ortodoxamente progressista" da história da teologia, e que está reproduzido em Atos 15.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas é extremamente doloroso,  todo ano, relembrar como alguns poucos querem exterminar do mundo a Semente de Abraão - e se não o conseguem de fato, causam dor inefável ao tentá-lo, com o consentimento silencioso e condescendente de tantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira nenhuma queremos usurpar a liberdade de outros - pelo contrário queremos&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/1600/510777/inspiration_Chanukia1-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/320/43041/inspiration_Chanukia1-1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; partilhar dela, exercendo plenamente o estatuto de nossa condição. Sem as mãos de nosso irmãos gentios só nos restam duas mortes: a assimilação ou a distância trágica do Messias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendamos, então, as luzes da Chanuquía, a Menorá do milagre, plena de óleo divinamente providenciado, celebrando o retorno da Justiça, Misericórdia e Piedade à Casa da Presença, e sua dispensação a toda a Terra - e oremos para que não tarde o dia em que todo o Israel será salvo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-116655750963889742?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/12/chanuk-numa-tarde-cinza.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-116620163443894360</guid><pubDate>Fri, 15 Dec 2006 16:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-15T16:20:23.940-02:00</atom:updated><title>Melhores Fotografias de 2006 (segundo quem?)</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não gosto muito de seleções do tipo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;as melhores coisa em tal assunto&lt;/span&gt;, mas elas estão sempre presentes na internet. Principalmente em final de ano. E para não perder o espírito, a TIME fez uma seleção das melhores fotos de 2006. Realmente não sei se essas são as melhores fotos do ano, mas acho que elas são boas fotos para ilustrar uma certa agende de certas pessoas ao longo do ano de 2006, e que continuaram presentes em 2007: Afeganistão, Iraque, Israel, Palestina, Líbano, tropas estadunidenses, etc., etc., etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito: não se iluda, são imagens marcantes, algumas bastante bonitas, mas é agenda. Veja &lt;a href="http://www.time.com/time/yip/2006/index.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;update: &lt;/span&gt;aqui tem outra &lt;a href="http://drugoi.livejournal.com/2034461.html#cutid1"&gt;seleção, russa e alternativa&lt;/a&gt; (via &lt;a href="http://www.jacarebanguela.com.br/"&gt;Jacaré Banguela&lt;/a&gt;)&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;nota: estou seriamente preocupado com os rumos que esse blog vai tomando... desse jeito vai virar um agregador de amenidades... ¬¬&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-116620163443894360?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/12/melhores-fotografias-de-2006-segundo.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-116610519434425080</guid><pubDate>Thu, 14 Dec 2006 13:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-14T12:44:27.310-02:00</atom:updated><title>Cortando na própria carne: Lula e o Meio Ambiente (nota)</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recentemente este blog fez referência a um vídeo do Greenpeace, e também tecemos algumas considerações. A mais preocupante delas é o fato de o Brasil ser o 4ᵒ maior emissor de CO2 na atmosfera, e isso por conta das queimadas na Amazônia - logo, se combatêssemos as queimadas, reduziríamos nossas emissões em 1/3 a 1/2. Boa parte do empenho na luta pela preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável tem sido feita pelo heróico e competente trabalho da Ministra Marina Silva e sua equipe no Ministério do Meio Ambiente (ou MMA). Sob sua liderança, o Brasil tem alcançado uma posição de destaque nas negociações multilaterais sobre meio-ambiente e preservação, e a difícil tarefa de melhorar as condições no Brasil (que era uma luta quase solitária de ONGs) ganhou um importante aliado no poder estatal (e isso conta muito): ter como ministra uma ex-seringueira do Acre, que começou a vida política na luta comunitária e ao lado de Chico Mendes é um privilégio de poucos países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da questão da Amazônia, o MMA enfrenta esses terríveis dias em que, além de queimadas, corte e derrubada ilegal de áreas de espécies ameaçadas, tráfico internacional de espécies selvagens, biopirataria; enfrenta-se a terrível questão dos famigerados trangênicos e toda a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;filhadaputagem&lt;/span&gt; das multinacionais da nascente indústria genética (quem já leu ou ouviu gente como Jeremy Rifkin ou Lestre Brown sabe do que e de quem estou falando). E as pressões internas são terríveis, sobretudo pela campanha publicitária do suposto sucesso do agronegócio brasileiro, que pressionou pela expansão da fronteira agrícola e agora exige a liberação do plantio de trangênicos e o fim das áreas de amortecimento (que devem proteger áreas de preservação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que é preciso que o Governo Lula mostre serviço, já que o "governo anterior" é o seu primeiro mandato - já que deixaram "o homem trabalhar" - é preciso que o Brasil cresça. E agora a culpa do crescimento pífio não é da falácia do modelo de desenvolvimento (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;it's devolution, baby!&lt;/span&gt;) brasileiro, mas de "entraves da política ambiental". Isso mesmo senhores, a culpa é do MMA, da ministra Marina Silva e sua equipe. Segundo &lt;a href="http://cartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=13106"&gt;essa reportagem&lt;/a&gt; de Mauricio Thuswohl para a Agência Carta Maior, o MMA é o bode expiatório para os problemas de crescimento, e seu desmantelamento acrescenta, de lambuja, o fim das dificuldades para práticas ambientalmente condenáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda segundo a reportagem na Carta Maior, e isso tem circulado na internet, o governo federal está falando na retomada do projeto nuclear para geração de energia - sem comentários. O que estamos vendo é o sacrifício das partes que ainda funcionam bem no governo pra justificar e desafogar a bagunça da economia, planejamento e gestão do país - é o famoso "nivelar por baixo". Coisa de peão. A questão é que carecemos de estadistas, visionários, gente que perceba que suas ações perdurarão para além do fim de seus mandatos. Lula sai em 2010, as conseqüências ficarão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-116610519434425080?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/12/cortando-na-prpria-carne-lula-e-o-meio.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-116585993780370052</guid><pubDate>Mon, 11 Dec 2006 17:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-11T16:06:41.630-02:00</atom:updated><title>Natal... II</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/1600/908838/tumor.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/400/91640/tumor.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt;&lt;span style=""&gt;Cyanide &amp; Happiness @ &lt;a href="http://www.explosm.net"&gt;Explosm.net&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-116585993780370052?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/12/natal-ii.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-116568942865032335</guid><pubDate>Sat, 09 Dec 2006 18:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-10T18:00:45.963-02:00</atom:updated><title>Complaints Choir</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossa época não é fácil. O mundo anda em caminhos difíceis, e qualquer um que vê jornal se policia pra não reclamar do trânsito depois de ver mais um carro bomba explodir no Iraque. É verdade, os dias são terríveis. Mas a vida do cidadão comum não parou, e o cotidiano pode guardar tragédias kafkianas inenarráveis por serem anônimas, ordinárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fazer para que pessoas comuns façam suas queixas, sejam ouvidas sem ter que tomar armas e armar uma confusão como  Michael Douglas em 'Um dia de Fúria'? - aliás, sempre achei que o lado oposto de Douglas no filme, o personagem de Robert Duval, também poderia ter estourado, também vivia sob pressão num esquema aterrador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando à questão e já dando uma solução, ou melhor, citando uma: o projeto &lt;a href="http://www.complaintschoir.org/"&gt;Complaints Choir Worldwide&lt;/a&gt; resolveu dar voz, literalmente, a cidadãos, digamos, desconsolados de países que, bem..., apesar de tudo têm seus problemas, como Inglaterra, Finlândia, Alemanha, Noruega, e Rússia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicando: Complaints Choir poderia ser traduzido por "Coral das Queixas"; então, é um coral formado por gente comum (que é informada e convidada a participar do projeto por meio de propaganda local) que compõem juntos uma canção de lamúrias e querelas do dia-à-dia, e presentam o resultado final em público - em estações, praças, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pubs&lt;/span&gt;, portos (?), etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No site oficial podem ser vistos os vídeos das apresentações do projeto em Birmingham e Helsinki, cada um com algo em torno de 8 min. (Hamburgo e St. Petersburg podem ser conferidos em fotos; os resultados em Bodoe ainda não estão no site). É engraçado, curioso, agudo (por vezes) e parece dar certo - sobretudo pela reação do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema geral (queixar-se) e o bordão (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;it's not fair!&lt;/span&gt;) são partilhados por todo o projeto (salvo engano), mas o resultado final (me parece) é fortemente influenciado pelas competências locais: o Complaint Choir de Helsink é simplismente genial, seja na afinação, no número de participantes, mas sobretudo pela sagacidade (aquela menção ao Nokia ring é impagável) - na verdade a Finlândia vai se tornando um país muito interessante: na música há a magnífica &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sibelius_Academy"&gt;Sibelius&lt;/a&gt; (uma das principais escolas de música da Europa, de onde saiu essa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;coisa&lt;/span&gt; chamada &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Apocalyptica"&gt;Apocalyptica&lt;/a&gt;); o idealizador do Linux é um finlandês, o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Linus_Torvalds"&gt;Linus Torvalds&lt;/a&gt;; mais de 30% dos finlandeses usam Firefox; a língua deles é uma coisa linda (o Tolkien era absolutamente apaixonado pelo finlandês, e os mitos épicos da Finlândia exerceram forte influância sobre ele)... enfim, queria ir pra lá se não fosse tão gelado... (como será que são as finlandesas, hein? Calma Carol, foi só brincadeirinha...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistam, vale a pena; e pensemos: como seria um Complaints Choir Brasil?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-116568942865032335?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/12/complaints-choir.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-116542434971468135</guid><pubDate>Wed, 06 Dec 2006 16:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-09T15:28:06.360-02:00</atom:updated><title>Comentário que virou post (editado e extendido)</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, isso é um comentário que por sua relevância mereceu virar post. Em resposta ao texto "&lt;a href="http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/12/ruim-das-vita-reeditado-e-corrigido.html"&gt;Ruim das Vi$ta&lt;/a&gt;", o &lt;a href="http://kurtkraut.wordpress.com/"&gt;Kurt Kraut&lt;/a&gt; enviou a sujestão de como organizar um "InstallFest" - ou Festa de Instalação - uma forma de reunir gente que conhece Linux (disposta a ajudar), e gente que quer conhecer Linux (mas não tem como fazê-lo sozinhos), e demonstrar como se instala uma Distro Linux, quais as vantagens do Software Livre e Open Source, como cumprir procedimentos normais, com resolver problemas comuns, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título do texto é sugestivo: "&lt;a href="http://kurtkraut.wordpress.com/2006/05/04/instalo-linux-por-cerveja/"&gt;Instalo Linux por cerveja&lt;/a&gt;". Leia e procure colocar em prática em sua escola, comunidade, ONG, trabalho, bairro, igreja, clube. Não se engane: GNU/Linux é feito em (e faz) comunidade. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Think about it.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nota: Existem pelo menos duas distribuições GNU/Linux voltada para usuários cristãos: o &lt;a href="http://www.ichthux.com/en/home"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ICHTUX&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://www.whatwouldjesusdownload.com/christianubuntu/2006/07/about-ubuntu-christian-edition.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Christian Ubuntu&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. O ICHTUX é baseado no Kubuntu 6.06 (Dapper Drake) e possui várias ferramentas interessantes no pacote, como fontes hebraicas (para suporte de texto e escrita), várias versões da Bíblia e dicionários (o nome também é muito bem bolado: Ιχθuς - peixe em grego, símbolo do cristianismo e também é um acróstico para Jesus Cristo Filho de D'us e Salvador - mais &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/TUX"&gt;Tux&lt;/a&gt;, o simpático mascote do Linux). O Christian Ubuntu, obviamente, também é baseado no Ubuntu - mas rodando &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/GNOME"&gt;GNOME&lt;/a&gt; ao invés de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/KDE"&gt;KDE&lt;/a&gt; como &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/GUI"&gt;Grphical User Interface, ou GUI&lt;/a&gt;- e me parece possuir as mesmas ferramentas. São boas opções.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Do you Ubuntu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;font&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;[nota 09/12: saiu no IDG Now! que &lt;a href="http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2006/12/08/idgnoticia.2006-12-08.4754561285/IDGNoticia_view"&gt;o programa anti-pirataria do Vista® foi quebrado&lt;/a&gt; por Hackers, e a "solução" está disponível na internet. A Micro$oft® ainda não se pronunciou. Engraçado, onde foi que eu disse &lt;a href="http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/12/ruim-das-vita-reeditado-e-corrigido.html"&gt;isso&lt;/a&gt;?]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-116542434971468135?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/12/comentrio-que-virou-post-editado-e.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-116542208114483018</guid><pubDate>Wed, 06 Dec 2006 16:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-06T14:22:41.106-02:00</atom:updated><title>Natal...</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passando hoje pelo Kibe Loco, segui um link que encaminhava pra essa história de Natal muito interessante e lindamente feita em flash, escrita em dois "atos" no site &lt;a href="http://www.novermelho.com.br/br/main.html"&gt;No Vermelho&lt;/a&gt;. Depois de assitir, veja uma segunda vez tentando perceber as várias referências (uma delas é tão grande  - nem sei se pode ser chamada "referência" de tão gritante - que me fez pensar se não é uma peça publicitária...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dica: há um joguinho no início que vc pode pular, mas o vídeo carregado automaticamente é o segundo. Então, clique em "filme 1 - assista" para ver o primeiro. E se vc mantiver o cursor sobre a tela, os controles de vídeo e volume de som aparecem, pause a reprodução e espere a barrinha de buffer carregar, demora um instantinho, mas ajuda na reprodução. Depois assista ao "filme 2".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;:)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-116542208114483018?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/12/natal.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-116541507266663457</guid><pubDate>Wed, 06 Dec 2006 14:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-09T15:26:28.463-02:00</atom:updated><title>Hoje no jornal...</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das coisas que mais me impressiona em Dostoiévski é sua capacidade de demonstrar e provocar perplexidade frente ao problema do mal, e do mal aos que são bons. A imágem da Rússia que se formou na minha mente (via Dostoiévski) foi de um lugar extremamente cruel sobretudo para uma criança ou um jovenzinho - e isso não é fortuito. O sofrimento do inocente reside no cerne do universo literário desse escritor - juntamente com outros dilemas, é verdade. Em Os Irmãos Káramasoff (prefiro a transliteração que a aportuguesação dos sobrenomes russos), o relato dos sofrimentos de uma criança nas mõas de seus pais é aterrador - como explicar isso de uma criança sofrer? Para além disso, o que torna a narrativa/descrição ainda mais cortante é a forma como o autor desfia os processos mentais do inocente sofredor tentando entender o por quê do sofrimento punitivo que lhe é infligido, num processo que chega ao indiscritível terror de chegar à conclusão que a causa é supra-racional, está numa dimensão governadas por potestades incompreensíveis, e inacessíveis: não há razão compreensível, só o terror na solidão e o choro amarrado na garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa introdução a "O Idiota", numa edição da Jorge Zahar, o tradutor (o nome me escapa agora) apresenta como o romance foi concebido: no século XIX a Rússia instituiu um sistema de tribunais locais para julgar casos pequenos. Isto estava diretamente ligado ao esforço modernizador das instituições na Rússia, uma vez que os ocidentalistas ganharam parte da disputa com os eslavófilos, e parte do empreendimento era intensificar a presença do Estado e interferir na estrutura das comunidades. Quando esses tribunais se estabelecem, o que emerge é justamente o que qualquer modernos nomearia como "crueldade tradicional": uma série de casos e crimes típicos de uma estrutura social medieval julgados por tribunais orientados por uma noção de direito moderno. E todo esse material chocante alimentou outra instituição da modernidade: os jornais. Muitos deles se dedicavam à cobertura zelosa dos julgamentos daqueles tribunais, de forma que quase poderíamos compará-los aos nossos tablóides e programas policiais na televisão e rádio. Foram dessas "reportagens" que Dostoiévski recolhia grande parte de seu repertório de tragédias - e foi justamente de um desses casos que surgiu o "mote" para O Idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos mais um Dostoiévski - e ainda poucos leitores de seus livros (apesar de muita gente gostar de citá-lo, acompanhado por um franzir de testa e olhar compenetrado...); nossa atitude &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blasè&lt;/span&gt; se intesificou e o estranhamento frente ao sofrimento é um luxo ao qual não nos podemos dar. Mas os jornais continuam fornecendo uma enxorrada de fatos terríveis. Hoje, a &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0612200617.htm"&gt;Folha de São Paulo&lt;/a&gt; (exclusivo para assinantes&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;, mas prometo que vou passar a usar fontes de agências de conteúdo livre ao público...) nos contou a história de Daniele, mãe de 21 anos de uma menininha que sofria de uma doença não identificada. A criança era tratada no Hospital Universitário de Taubaté, onde um quintanista de Medicina estuprou Daniele - e a ameçou, dizendo que ficasse calada por que precisava do hospital para tratar a filha. Depois de mais um crise da filha, peregrinou em busca de um encaminhamento que permitisse outro atendimento no hospital, mas a menina não resistiu, e morreu. Uma médica, Dra. Érika, a acusou de envenear a criança (um laudo teria encontrado vestígios de cocaína na lingua e mamadeira da filha). Daniele ficou presa 37 dias, e foi gravemente espancada por outras companheiras de cela. Ontem, mais de um mês depois, outro laudo confirmou que a substância não era cocaína (provavelmente se trata de um remédio em forma de pó branco, que fazia parte do tratamento da menina) - Daniele é inocente, e foi solta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdera a filha, depois de muito tempo de sofrimento, e antes de pode pranteá-la, foi acusada, julgada e punida por meia dúzia de incompetentes que se acham investídos de poderes de um tipo bastante tradicional. O Estado aqui fez seu papel na ausência. A impressa fez o seu de denúncia e cobertura para as massas. E a história de Daniele foi contada por blogueiros. Dostoiévski está morto, num ataúde em minha prateleira, ao lado do computador em que escrevo... mas seu fantasma sussura ao meu ouvido dizendo que não há explicação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-116541507266663457?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/12/hoje-no-jornal.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-116519800616152318</guid><pubDate>Sun, 03 Dec 2006 23:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-06T14:51:29.703-02:00</atom:updated><title>Ruim das Vi$ta (reeditado e corrigido)</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que no dia 30 de novembro foi lançado a versão final do Windows Vista®. Para quem se interessar, o &lt;a href="http://idgnow.uol.com.br/"&gt;IDG Now!&lt;/a&gt; fez um &lt;a href="http://idgnow.uol.com.br/especiais/windows_vista"&gt;especial muito interessante sobre o Vista&lt;/a&gt;® que vale mesmo a pena conferir. Para nós, usuários mortais, domésticos, brasileiros e descarados, há algumas notícias ruins. A primeira foi prenunciada há algum tempo pelo WGA (Windows Genuine Advantage) para o M$ Ruindows XP® (vulgo XeidePobrema), que denunciava e alertava na inicialização que a cópia do SO instalada naquele computador é ilegal. Bom, isso apavorou muita gente que instalou o Service Pack 2 - e funcionou mal, um vez que até em máquinas que rodavam XPau original (rimou...) o programinha-delator-miserável resolvia por o dedo em  riste, para a surpresa do honesto usuário. O Vista®, por sua vez, vem equipado com uma versão mais "robusta", o "Windows Software Protection Platform", que também verifica e identifica a legalidade da cópia, mas travará o sistema impedindo seu uso caso detecte uma cópia pirata, a menos que o usuário compre uma cópia original - leia os detalhes &lt;a href="http://www.blogger.com/img/gl.link.gif"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Trocando em miúdos: até o ME® e 2000® a pirataria foi tolerada (era essencial para disseminar o SO e formar uma legião de usuários formados e dependentes - essa estratégia é comum entre as empresas que produzem softwares proprietários que se tornam padrão num área), no XP® um aviso de que as coisas estavam mudando foi dado, e no Vista® o uso de software pirata será combatido com ferramentas e dispositivos que limitem ou impossibilitem seu uso (é impressão só minha ou vemos aqui o mesmo padrão da lógica do traficante? As primeiras doses são de graça, e depois...). Sei não, mas vai ser muito engraçado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa é que o Vista® tem pretensões estéticas. Durante toda a história dos PCs e similares, tanto máquinas quanto SOs são feios, desajeitados, desprazerosos, áridos. Deixando de lado questões como confiabilidade e estabilidade (para que a humilhação não seja maior), a maioria dos usuários desejam um dia ter um Apple® (veja &lt;a href="http://www.apple.com/imac/"&gt;isso&lt;/a&gt;, e me diga se você também não pensa assim... e não, não são apenas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;monitores&lt;/span&gt; - todo o hardware está contido &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ali&lt;/span&gt;), porque o Mac® é lindo!!! Você não tem vergonha de deixar seu iMac na sala de estar, aliás vc provavelmente vai ser tentado a fazê-lo: ele é, de quebra, um objeto de decoração. O Mac OS® é funcional e também muito bonito, dá gosto de usar: dê uma &lt;a href="http://www.apple.com/macosx/leopard/index.html"&gt;olhadinha&lt;/a&gt;. Então: no XP® começaram a gastar um pouquinho da grana que rou... ops!, ...que conseguiram vendendo porcar... eita!, ...Windows® para otários, não!, digo, usuários, e melhoraram um pouquinho o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;layout&lt;/span&gt; e apresentação do SO do Bill. Mas foi muito pouco, mesmo. Agora, com o Vista®, resolveram usar o potencial de certa popularização de placas de aceleração gráfica para efeitos e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;geri-geris&lt;/span&gt; mais sofisticados. Bom, o resultado é bonito, se comparado aos padrões da própria Micro$oft® - entratanto, com tanto dinheiro e desenvolvedores, dava pra fazer alguma coisa melhor... Traduzindo: tenha uma boa placa de vídeo associada com um bom processador, porque o Vista® não vai rodar em qualquer máquina - e usar a versão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;soft&lt;/span&gt; deve ser como chupar bala no papel; logo, muitos de nós terão que ficar reféns do XP® por algum tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/1600/205333/226130094_a75833283b_o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/320/494373/226130094_a75833283b_o.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Toda essa conversa de melhorias no Vista®, de um salto no universo de sistemas operacionais da Micro$oft® e etc., cheira à balela. Sobretudo porque o sistema é todo integrado. É, o Explore®, o Rwindows Media Player®, por exemplo, são associados ao core do Vista®, então, é impossível deletá-los sem corromper o sistema. Você até pode usar outros browsers (como o &lt;a href="http://br.mozdev.org/firefox/"&gt;Mozilla Firefox &lt;/a&gt;ou o &lt;a href="http://www.opera.com/"&gt;Opera&lt;/a&gt;) e players (como o &lt;a href="http://www.winamp.com/"&gt;Winamp&lt;/a&gt;), mas não pode se livrar do que a Micro$oft empurrar em você (imagine uma coisa: um usuário inexperiente pode nunca ficar sabendo de outras opções muitas vezes mais adequados às suas necessidade e mais eficientes por que já há uma opção embarcada de maneira mercadologimante duvidosa, senão criminosa, no Rwindows. Eu era um trouxa assim... ¬¬). Além disso, como é integrado, quando você navega na internet pelo M$ Explore®, e o Sistema identifica - ou julga ter identificado - um arquivo de vídeo ou áudio, executa-lo-á sem pedir sua permissão (lembre-se: a Micro$oft® parte do princípio que todo usuário é burro e/ou preguiçoso, e que o último nerd/geek do mundo é o Gates) - e os bandidos sabem disso. Então camuflam malwares, spywares, vírus e outras malignidades digitais como arquivos de vídeo ou áudio, porque sabem que o Rwindows® provavelmente vai (e irá) executá-los (ora!, não são vírus... a extenssão é de áudio/vídeo! ¬¬). E aí vc, seus documentos, sua conta bancária e  outros seviços on line estão em apuros. Tudo isso porque o SO é "integrado"... e eles ainda anunciam isso como uma vantagem... é o famoso pega-trouxa (lembre-se, eu SOU um desses infelizes em processo de purgação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[nota: bom, o IE6 (Internet Explorer® 6) é tido como o pior programa da história - há um certo exagero, mas ajuda a entender -, instável e cheio de vulnerabilidades. Mas tantos problemas acumulados em 3 anos de experiência parecem ter ensinado muitas lições aos desenvolvedores da Micro$oft, e o IE7 parece que vem "bem melhor". Segundo algumas análises prévias, está mais seguro e quando rodando em um tal "modo de segurança", fica totalmente isolado do resto do sistema... tá. Vou acreditar do mesmo jeito que muita gente acreditou na segurança e estabilidade do XPau®.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero estragar a festa de ningúem, mas no dia do lançamento da versão final do Vista®, alguns desenvolvedores já anunciavam que o sistema era (não ria, não ria) vulnerável a 3 das 10 piores pragas virtuais correntes (kiakiakiakiakiakiakia!) - isso deve ter sido um récorde (parabéns, Gates e Cia.). Bom... sem mais comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fechar, saiba você, que é um cara bom e compra software original, que o &lt;a href="http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2006/10/27/idgnoticia.2006-10-27.5865458353/IDGNoticia_view"&gt;novo contrato de licensa do Vista&lt;/a&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cria limitações para a instalação de uma cópia do SO num mesmo IP&lt;/span&gt;: ou seja, há uma certa quantidade de vezes ou uma série procedimentos para reinstalar o SO, que você comprou com seu suado dinheirinho, em sua própria máquina. É, é isso mesmo... mas, quem disse que o mundo é justo, né mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[nota: minha apreciação do Vista® pode ser medonha, tendenciosa e meio fraldinha, então leia alguma coisa mais profissional e aguda escrita pelo grande Kurt Kraut &lt;a href="http://kurtkraut.wordpress.com/2006/08/27/windows-a-vista-ubuntu-a-prazo/"&gt;aqui&lt;/a&gt; (não se assute, é em português)]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu conselho? Bom, se você não quiser morrer de raiva, compre um Mac®. É mais caro, mas ao menos é um produto que cumpre o que promete, e com muita competência (e seus amigos vão morrer de inveja, e eu também). Você também pode esperar um pouco, porque é só uma questão de tempo para que gente sabida (já que o termo hacker agora é cheio de dignidades...) quebre os códigos e derrube as restrições do Vista®... só não sabemos o que mais quebrarão ou inserirão &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/1600/878205/freebsd.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/400/381738/freebsd.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;nas cópias "corrompidas" - é como fugir da frigideira e cair nas brasas. Uma terceira alternativa é fazer como os Pingüins Imperadores, seguindo seu expemplo: uma marcha árdua e cheia de dificuldades. Estou tentando fazer uma analogia mais poética, mas está tarde e quero teminar esse post, então: migre para alguma alternativa livre. É, dê um jeito de aprender a usar &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Linux"&gt;GNU/Linux&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/FreeBSD"&gt;FreeBSD&lt;/a&gt; ou qualquer outro SO aberto, livre e confiável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa não é a opção mais fácil. Eu mesmo penei muito (caso queira, leia &lt;a href="http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/08/batalha-do-ou-pelo-pingim.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/09/batalha-do-pingim-ii.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/11/celebrao-da-liberdade.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; - é&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/1600/284596/gnutux.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/320/727239/gnutux.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; rapidinho). Mas o Tux e o GNU (esses simpáticos rapazinhos aí ao lado) recompensam muito bem os que perseveram até o fim (eu acho que Shaliach Sha'ul... peraí... tá bom, tá bom: o Apóstolo Paulo usaria Linux e exortaria seus discípulos despossuídos a usá-lo também... vai por mim, isso é sério). Eu poderia dedicar minha vida inteira a listar vantagens de se usar software livre, mas como não posso fazer isso, indico &lt;a href="http://free-electrons.com/articles/reasons/"&gt;esse texto&lt;/a&gt; (&lt;a href="http://free-electrons.com/doc/reasons_ptbr.pdf"&gt;aquivo .pdf em português&lt;/a&gt;) para que você, amigo leitor, seja introduzido rápida e didaticamente às benesses da liberdade - o que o motivará a inicar essa às vezes dura caminhada. Caso precise de um pouco mais de motivação leia &lt;a href="http://kurtkraut.wordpress.com/2006/08/10/linux-e-direcao/"&gt;esse outro post do blog do Kurt Kraut&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[nota: se você se lembrou, durante a leitura, daquele amigo meio nerd que já falou sobre o Linux e coisa e tal, bom, então convíde-o para ir à sua casa e peça ajuda para instalar alguma distribuição GNU/Linux (eu sugiro &lt;a href="http://www.ubuntubrasil.org/"&gt;Ubuntu&lt;/a&gt;) em seu computador - há até a possibilidade de fazê-lo em dual boot com o Windows® num mesmo HD -  e mostrar alguns truques legais... (aproveite e compre cookies, brownies e muito café... há quanto tempo vc não faz isso com um amigo?) ;)]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço.&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Post reeditado dia 04/12, às 14:30.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-116519800616152318?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/12/ruim-das-vita-reeditado-e-corrigido.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-116489234526403692</guid><pubDate>Thu, 30 Nov 2006 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-09T15:17:56.680-02:00</atom:updated><title>Pro inferno com o mesmo</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu gosto de Gilberto Freire. Acho Casa Grande &amp; Senzala a melhor descrição da civilização brasiliana, e não percebo alí nenhum crime de romantismo do qual acusam o senhor de Apipucos. Gilberto foi cru, mas doce; e o que não suportamos é perceber que por detrás de certa crueldade podem se esconder ternuras. Esse jogo de luz e sombras é intolerável para a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;intelligentsia&lt;/span&gt; modernosa e esquerdista que dominou as universidades brasileiras, que agora prefere lidar com categorias, métodos e teorias estadunidenses para o problema da interracialidade, raça e identidade: preferem a clivagem do que a mistura (confira &lt;a href="http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/07/cumprindo-o-papel-da-imprensa-iii.html"&gt;este post&lt;/a&gt;); como insiste muito apropriadamente minha orientadora: teimam no tema da identidade, embora todo princípio esteja na diferença. Não se iluda, meu caro leitor, a clivagem não diferencia, mas cria uma comunidade de iguais - como se fosse isso que estabelecesse a identidade (agora no sentido de identificação). Se eu lí bem Stuart Hall, identidade é relacional - se faz pela percepção e relação da e na diferença: a mistura é muito mais poderosa para produzir idéias sobre sí mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também gosto de Artur Ramos, esse sujeito extraordinário que, dizem, inventou o termo "democracia racial". Bom, o que muito pouca gente sabe é que Ramos capturou essa categoria nativa que surgira no imaginário brasiliero no início do século XX... Lembra dessa campanha da Benetton:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/1600/137620/benetton.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/200/713302/benetton.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pois é... eu não consegui achar, para provar o argumento aqui, mas em O negro na civilização brasiliera, ou em O negro brasileiro, Artur Ramos lança mão de recursos de antropologia visual, e nos brinda com fotografias "de populares", demostrando a "união brasileira entre brancos e negros"; e, pasme, há uma fotografia da dácade de 30, cuja disposição é, grosso modo, exatamente esta da foto da Benetton... Mas na década de 30, e sem esses chifrinhos (ou essa forma a que minha mente identifica como chifres) no cabelo da criança negra. Havia a necessidade pulsante de plasmar modelos distintos nesse abraço - a civilização dos trópicos ainda era vista como objeto de ciência de boa devoção, uma possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente, e aqui sou eu quem digo, nos princípios da modernização brasileira, juntamente com a necessidade política do Estado Novo de apressar a unidade nacional, usou-se expressões como essas para demostrar o diferencial da identidade brasileira. Entretanto, toda vez que é preciso lançar mão de provas, alguma coisa já está perdida; toda vez que a propaganda de massa entra em campo, saiba: alguma coisa anda mal, ou há algo de podre no Reino da Dinamarca (peloamordedeus, leiamos a Escola de Frankfurt!). Como diria Gilberto Freire, já havíamos perdito os encantos coloniais, a derrocada o patriarcalismo já acontecera, e a República era a conseqüencia de nossas aspirações modernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O século XX, essa coisa que pra nós começou com a Lei Áurea e a República, roubou-nos a inocência e originalidade d'outros tempos. Não, senhores, não estou sendo romântico, nem ingênuo, nem falando de Eldorado ou Shangri-la. Estou falando de uma possibilidade que nos oferece a nossa origem: a mistura, do português - que não era um europeu há muito tempo, era mouro, mameluco (do norte da África, não a mistura do branco e índio aqui, que também recebeu esse nome) e árabe, celtíbero, franco, judeu sefardita (muito judeu sefardita) -, do africano banto, iorubá, imalê, etc. -, do índio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não há como misturar sangue, suor, sêmem, saliva, lágrima, sem que também se misturem idéia, categoria, palavra, mito, mundo... Desses encontros trágicos, sofridos, sôfregos, arfantes, desejados e ambíguos surgiu algo diferente, senhores, não duvidemos disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por isso que eu também gosto de &lt;a href="http://www.jorgemautner.com.br/"&gt;Jorge Mautner&lt;/a&gt;. Mautner é aquela figura estrangeira, que pelo estranhamento percebe muito mais e deixa-se maravilhar pelo que há aqui. Judeu, filho de pais austríacos, sua família fugiu do Nazismo na Europa e veio para o Brasil, e ele nasceu e cresceu no Rio de Janeiro. Mautner é uma espécie de dínamo de identidade multicomposta, em que tudo o que o Brasil é, ou poderia ser em termos de genialidade, se fixou. Seu pai era uma figura romântica, daquelas que ainda puderam ler tudo o que era importante em sua época (de filosofia a física), e participou ativamente na formação do filho. Sua mãe era outra figura de cultura. O padrasto, músico alemão e protestante foi fundamental para a incersão de Mautner no cenário cultural brasileiro das décadas de 50 e 60. Sua babá por toda a infância foi uma negra filha de santo, com quem aprendeu da cultura e música negras. Seus amigos de infância eram outros garotos judeus e negros cercados pela turba bárbara da classe média intolerante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus feitos e resultado de tudo isso? Bom, aos 12 anos lançou as bases do Partido do Caos, que estava fundado quando tinha 16 - com manifesto e tudo mais. O Partido do Caos foi o fundamento para o Tropicalismo de Caetano, Gil e Tom Zé, orienteou muita gente que foi lutar na esquerda, seja no Partidão, seja na Ação Pupular ou outra fragmentação da esquerda política ou artística. Ganhou o Jabutí aos 21, com Deus da chuva e da morte (1962), exilado em 65, trabalhou na ONU, e ao ficar conhecido nos meio artísticos e intelectuais no exterior, muito ajudou a fazer conhecida a cultura brasileira - a manifestação cultural do século XX, sem dúvida. Foi por causa de gente como Mautner que a fronteira entre música erudita e popular ("Arací de Almeida é igual a Bethoven, embora ligeiramente superior...") foi anulada ou transgredida, que expressões alargaram imensamente horizontes e perspectivas, fornecendo categorias que possibiltaram vislumbrar tantas e outras possibilidades na música, na literatura, no teatro, no cinema... uma nova filosofia da vida foram fundidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/1600/279301/images.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/320/520794/images.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mautner é um exemplo, um caso exemplar de fusão. De &lt;span style="font-style: italic;"&gt;com-fusão&lt;/span&gt;, como diz minha supracitada orientadora. Um gênio forjado pelo horror do Holocausto, consolado pelos embalos na ternura do seio africano, erguido nas bases do pensamento ocidental e cumpridor da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mitsvá&lt;/span&gt; de estranhar o mundo... É genial em virtude de sua condição de fulcro, de ponto de encontro de diversidades. Conflito? Não. Conciliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Brasil produziu a maior expressão cultural do século XX. O reconhecimento disso ainda virá, e não começará por nós, nem seus efeitos foram plenamente sentidos ou assimilados pelo mundo. Ainda temos a terrível barreira da língua... falar português num mundo de senhores anglo-germânicos é o cúmulo da ingratidão. Podemos estar próximo da indicação de Kuyper, aquele senhor holandes do século XIX que ousou dizer, nos tempos áureos da eugenia e teorias raciais, que a chave do desenvolvimento civilizacional é a miscigenação (por favor, alguém me corrija se eu estiver equivocado). Quem sabe aqui tenhamos tido a oportunidade de vislumbrar, para além da crueldade, o efeito oposto de Babel (que confundiu e separou), unindo pela fusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas mais belas da Bíblia é a composição miscigenada da genealogia do Messias. Sua Igreja (seu corpo!) é multiétnica, pluricolorida, canta e exclama em poliplurimuitaslinguas (ô vontade de ser Guimarães Rosa nessa hora...). Mesmo sua nação, Israel, é askenazi, sefarad, mizrahi, falasha, &lt;a href="http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/11/quem-so-esses-que-voltam-como-pssaros.html"&gt;bnei menashé&lt;/a&gt;, falante de yiddish, ladino, kayla, tetuani, dzhidi, tat, mahati... wow! Uma antiga tradição judaica diz, e embora não seja fato, é bastante ilustrativo, que depois de receber a Torá, Moisés sobre ela se debruçou para traduzí-la para as 40 línguas do mundo (toda vez que o pensamento judaico fala de 40, refere-se a todas as coisas ou todas as nações...), dispondo a todos os homens o que D'us falara a Israel... sem que precisassem se tornar Israel, deixando de ser quem eram. Não é besteira dizer que Atos trata da mesma maneira o mesmo assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/1600/992431/juntos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6851/3073/320/698236/juntos.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Que diremos, pois, frente a essas coisas? Por qual razão não somos nós (vocês sabem quem) mais Mautner do que Mautner? Por que produzimos coisas como o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;apartheid&lt;/span&gt;? Bom, muita gente já fez essas perguntas, e muito poucos se arriscaram em respostas. Tenho uma intuição: sejamos menos orgulhosos, e aprendamos com o Brasil. É, com o Brasil, do qual mais nos envergonhamos do que conhecemos. Quem topa?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nota: essa imagens são de campanhas da Benetton encontradas pelo Google. Reitero que não são inovadoras, uma vez que esse discurso estava presente em imagens produzidas no Brasil no início do século XX. Pena que não consegui achar essa fotografias brasileiras...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-116489234526403692?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/11/pro-inferno-com-o-mesmo.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-116480908792039962</guid><pubDate>Wed, 29 Nov 2006 13:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-29T14:42:16.036-02:00</atom:updated><title>Transformações climáticas e os efeitos no Brasil</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No site brasileiro do &lt;a href="http://www.greenpeace.org.br"&gt;Greenpeace&lt;/a&gt; está disponível um &lt;a href="http://www.greenpeace.org.br/clima/filme/home/"&gt;documentário&lt;/a&gt;, com mais de uma hora de duração, a respeito dos efeitos das transformações climáticas no planeta, sobretudo devido ao aquecimento global, sobre o Brasil. Conjugando explicações das causas no âmbito planetário com exemplos e estudos do impacto nos diferentes paisagens brasileiras (sul, centro-nordeste e norte-centroeste), fica terrivelmente claro que o que tem acontecido não são alertas ou indicações, mas padrões climáticos alterados e estabelecidos. A mudança no sistema climático já é uma realidade - e estamos nos aproximando daquilo que  os especialistas chamam de ponto sem retorno, ou seja, dali pra frente não haverá recursos nem esforços que evitem o colapso do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ilustrar, podemos citar exemplos presentes no documentários:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;Na região Sul, um dos eventos mais surpreendentes tomou lugar, quando houve o primeiro registro de furacão no Atlântico Sul - o Catarina - que atingiu a costa do estado de Santa Catarina, supreendendo moradores e autoridades. O Atlântico Sul, até hoje, era considerado como uma espécie de paraíso em termos climáticos, sem eventos extremos - agora, com o aquecimento de suas águas, será um provável palco de fenômenos climáticos violentos. Não existem estruturas civis ou estatais para lidar com essa nova situação.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ainda na região Sul, um estado de anomalia climática faz com que se alternem períodos curtos de chuvas intensas - provocando enchentes e tempestades violentas - e prolongadas e severas estiagens; isso tem arruinado a produtividade agrícula e pecuária, que reverbera por toda a cadeia socio-econômica, colocando em risco a distribuição, qualidade e preços de alimentos, êxodo rural e danos sérios à economia (o PIB do Rio Grande do Sul regrediu por efeito dos prejuízos no campo nos últimos 4 anos).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;No Nordeste, também por conta do aquecimento do Atlântico Tropical, as temperaturas tendem a atingir picos de 40 graus (onde antes alcançavam 30), e associado com a exploração mineral, da má utilização de parcos recursos hídricos, a destruição da vegetação nativa - a caatinga - aceleram um processo de desertificação do semi-árido nordestino, impossibilitando, vez por todas, a sobrevivência das populações locais, que deverão migrar.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;As mudanças climáticas afetam de maneira aguda o complexo amazônico: há uma tendência à diminuição da umidade, que torna a floresta (um grande depósito de CO2) ainda mais vulnerável a queidadas, liberando mais gás cabônico na atmosfera, causando mais alteração no clima, baixando a umidade na região da floresta, que fica ainda mais vulnerável às secas e queimadas... um ciclo vicioso. Um dos eventos mais surpreendentes das últimas décadas foi a estiagem que secou rios na maior bacia hidrográfica do mundo...&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O Brasil é o 4ᵒ maior emissor de CO2 do planeta. Curiosamente, a maior fonte de emissão são justamente as queimadas na florestas amazônica - 75% do total de emissões. Ou seja, nosso maior problema ambiental hoje é a destruição das florestas e vegetação nativa - Amazônia, Pantanal, Caatinga, Cerrado, Mata-Atlântica e Pampas...&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A iniciativa do Greenpeace é de grande ajuda ao demonstrar como o problema está no nosso quintal. Kioto e Haiti são aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: agradeço à Lilian Renna pela dica sobre o doc.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-116480908792039962?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/11/transformaes-climticas-e-os-efeitos-no.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30371094.post-116437363730411800</guid><pubDate>Fri, 24 Nov 2006 12:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-28T08:23:58.936-02:00</atom:updated><title>Sobre Mito e Realidade</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de iniciar o texto, cabe dizer que não se trata de uma resenha sobre o livro de Mircea Eliade, ou de considerações maduras sobre Lévi-Strauss - apesar de este e aquele serem citados ou estajam presentes aqui. Deveras, esse é um texto-resposta ao post &lt;a href="http://opensamentoselvagem.blogspot.com/2006/11/aforismos.html"&gt;Aforismos...&lt;/a&gt; de Marcel Camargo - ou um comentário longo demais para ser postado em seu blog. Portanto, não seria má idéia conferir o texto do Marcel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mito é o resultado da percepção de uma diferença insuperável, uma resposta estrutural da cognição humana para o problema da distinção, da antítese. O pensamento mitológico, então, fixa-se como uma tentativa de plasmar no entendimento uma distinção insuperável, sua orígem e "gestão" na realidade, tal como percebida. Se temos a liberdade de fazer (e, por que não?) um híbrido entre Lévi-Strauss e Weber (tomara que nenhum antropólogo profissional leia o que estou escrevendo), o mito constitui-se como um mapa cognitivo (como bem nos disse Marcel) que localiza distinções e estabelece relações, e que é sobreposto à realidade caótica (aqui temos Weber) sem qualquer ordem preestabelecida (essa forma ortográfica modernosa está no Houaiss) ou que a cognição humana seja capaz de compreender/perceber. Precisando, assim, lançar mão de mecanismos para que conhecimento e relação sejam possíveis - tanto no mundo da Natureza quanto no da Cultura -, é  de posse desse aparato mental que o indivíduo, ou o sujeito da ação, pode atribuir sentido (compreender e ser compreendido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja como é interessante a origem kantiana comum entre um estruturalista (Lévi-Strauss) e um hermeneuta (Weber). O mundo permanece alguma coisa da ordem do inefável e incompreensível - o que as estruturas da mente humana fazem é como escanear o terreno, traçar paralelas transversais e horizontais: como um mapa (bem nos disse o Marcel, outra vez). O sentido, portanto é fruto da atividade da estrutura ou aparelhagem humana - seja como produto da atividade coletiva, seja da interpretação do sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo toscamente: a realidade é incompreensível e inalcansável (está fora do escopo da razão); tudo sentido, ordem, distinção ou lógica são produtos da atividade cognitiva humana - e, como tal, "irreal": &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;representação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, isso está embebido no pessimismo moderno sobre as possibilidade do conhecimento (seria Kant o primeiro pós-moderno? brincadeirinha...). Entretanto, discernir a fragilidade da razão humana, como bem o fizeram Locke, Hume, Kant, Schopenhauer, Kierkgaard, Heidegger e, ...bom, de Heidegger pra frente isso é consenso, e quase todo o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;staff&lt;/span&gt; concordaria com isso. Quanto a tragédia da racionalidade (que não pode atribuir sentido apropriado para tudo), ninguém melhor me vem à memória que Nietzsche e o supracitado Weber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordando com a crítica moderna à razão, e com a visão pessimisma dos trágicos, teríamos apenas que discordar de sua solução: a resignação. Dela desdobra-se o que Weber chamou de pluralismo de valores, e dele, suas opções: um compromisso inabalável com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;geist&lt;/span&gt; de uma esfera e seu esquema ético (a ética da responsabilidade weberiana), ou o relativismo estético (Weber faz menção, genialmente, à incapacidade do homem moderno de emitir juízos morais e éticos - ou de valor -, substituíndo-os por juízos estéticos: o mal, agora, é, no máximo, uma questão de gosto - mau gosto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do príncipe Míshkin (cf. O Idiota de Dostoiévski) a Rubem Alves todos exclamam: o belo salvará o mundo! O romantismo tentou reviver o poder criativo e verdadeiro do belo, da potência seminal do mito - ouça Wagner e tente não perceber isso. Bom, mas aí veio Duchamps, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;musique concrète&lt;/span&gt;, etc.: a desconstrução do belo jogou-nos no abismo da indistinção, na incapacidade de exercer juízo, de atribuir sentido - na irracionalidade. Mas tudo estará assim, tão cuidadosamente desconstruído?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Guardaremos aqui nossas dúvidas para outro eventual texto. Mas mesmo alguns dos ditos "desconstrutores" apontam para uma pedra fundamental, mas sem tantas pretenções quanto Descartes: a guardiã do discurso (senão da verdade) é alguma teologia. Em concordância com isso, temos os filósofos neocalvinistas como Dooyeweerd e Wolterstorff, que não são desconstrucionistas, mas críticos da racionalidade ocidental e proponentes de uma filosofia teísta e bíblica, dito grosseiramente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas retornando ao tema do mito, uma posição biblicamente coerente diria que sua premissa está errada. Relembrando: o mito é uma ordenação humana/social da realidade caótica e uma tentativa de domesticação de diferenças insuperáveis - que se expressam em dualismos. Quanto ao dualismo, a crítica pode ser bem lida no mesmo Dooyeweerd, mas o que nos interessa aqui é que todo dualismo não corresponde à realidade e produz ídolos. Se os estudos do mito estão certos quanto à sua origem, o mito peca por um aspecto fundamental: a natureza, a cultura e o mundo não são caóticos. O mundo foi criado pelo Ser que é pessoal, moral, que o pré-ordenou e estabeleceu leis para os processos que por Ele são sustentados. E aqui, surpreendentemente, temos um aspecto verdadeiro no mito: a Natureza é moral. Moral porque não há uma ordem necessária na criação, antes, D'us a criou por um Pacto (os rabinos judeus quanto entraram em contato com a cultura helênica identificaram logo o princípio ordenador do mundo, o lógos, fazendo uma correção: o logos é a Torá - uma das coisas listadas entre as existentes antes da Criação, ao lado do Messias).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrever uma "mitologia cristã" nos parece ser uma tarefa impossível, ou uma incorreção, uma vez que não há mito - a ordenação e explicação não são humanas, sociológicas ou culturais. A própria crença num D'us Eterno, pré-existente à criação é o fim de todos o mitos - dito de outro modo: Genesis 1 não é um relato mítico, é a aniquilação do mito como modelo explicativo. O que resta é uma proximidade entre a ordem natural e ordem moral e ética - nisso encontramos um terreno comum. Devemos a isso, provavelmente, a proximidade estilística entre mitologia e a narrativa bíblica, entre mito e fantasia fantástica cristã.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O perigo que nos ronda, no entanto, é que uma percepção dessas proximidade entre mito e pensamento cristão seja contaminado pela crítica cínica da modernidade ao mito. O que é bastante irônico, uma vez que fora da tríade Criação-Queda-Redenção, todo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;λογοϛ&lt;/span&gt; trasmuta-se em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;μϋϑοϛ&lt;/span&gt;. Suspendendo, então, o premissa moderna da representação, de certa maneira, temos maior proximidade do pensamento mítico que do moderno quanto à natureza da realidade: há uma origem comum, uma "confusão", em relação à moralidade, ética e lei natural - são diferentes quanto aos princípios (são esferas de soberania diferentes), mas provenientes do mesmo vertedouro. Mas como não há como inferir ou deduzir a origem moral, ou melhor, como não há necessidade nenhuma, não há como, pelo lógos natural chegar à ontologia do Ser- não é possível fazer teologia natural. Como nas sociedade tradicionais, onde o conhecimento do mito de origem e fundação depende da transmissão de uma tradição, encontramos outra proximidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como figura Lewis em "O retorno do Peregrino", a superação do abismo entre as terras caídas e a ilha da felicidade depende do conhecimento da origem e da narrativa da queda - de como a fissura surgiu. É preciso uma revelação especial, a qual não pode ser obtida pela Natureza - seja pela ausência da necessidade, seja pelo estado caído do homem. Foi preciso que o D'us pessoal, interferindo na história, entregasse a Narrativa, que foi e é mantida por uma Tradição. Sem o conhecimento dessa última, não há como compreender o Mundo, sua criação, queda e redenção - sem ela, nem mesmo há conhecimento verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É desconcertante, mas a questão é, em parte, relacioanada com possuir, ou estar inserido na Tradição correta - manter o maior número possível de conexões com a originalidade por desenvolvimentos ordotoxos. O fato confortante é que essa correção se comprova por resultados apropriados: em Deuteronômio, temos que pela manutenção da memória, pelo cumprimento das ordenanças se manterá a prosperidade, a boa vida -  shalom (veja que ainda não está se falando de aspectos soteriológicos, mas de correta percepção da realidade e ação adequada e eficaz).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, isso é um texto, um comentário grande. É melhor que aqui paremos, antes que tome ares de monografia - e isso não queremos antes que se siga longo debate. Cedo agora a tribuna aos demais. Conversemos, então.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30371094-116437363730411800?l=blogcontrasenso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogcontrasenso.blogspot.com/2006/11/sobre-mito-e-realidade.html</link><author>noreply@blogger.com (André Tavares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item></channel></rss>